Angola
meu país, a minha matria foi o local onde eu estive mas perto do paraiso e curiosamente o mas perto do inferno...Regressar é um desejo de quem parte e não quer ir...Um dia regressarei como ja muitos o fizeram, voltarei a andar pelas estradas da minha infancia e contemplarei com nostalgia o pouco daquilo que deixei.
Quando um dia eu voltar depositarei uma coroa de espinhos na campa daqueles que me obrigaram a partir.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
para aqueles que ja se foram
Ao pensar nos caminhos percorridos até aqui eu posso me dar por feliz, pois eu sou um sobrevivente; sobrevivi a vida, não sei por quanto tempo ainda mas sobrevivi. Ao pensar naqueles que partiram deixando sonhos por concretizar, me pergunto porque lutamos tanto, porque todo aquele sofrimento, deixamos de viver em nome de um ideal, resistimos ao Huambo (tempos difíceis), mas o sonho comandava a vida e o desejo de uma Angola melhor fazia esquecer as agruras da vida... Cuba a nossa formação o concretizar de um sonho...Angola o
não reconhecimento mas nós eramos fortes resistimos, mas voces não sobreviveram.
Hoje me pergunto valeu a pena tanto sofrimento?
Se tudo voces deixaram para atras não resistiram a vida, a todos "mis hermanos" : Mulenga, Teodoro, Tito Soares, Mazalu, Cap. Dinis, Boy Tony, Hino, Hino Muchacha, Gomelay, Magas, Vemba, Kota Bwe, e tantos outros onde quer que voces estejam olhem por nós os sobreviventes...
ALEMÃO
não reconhecimento mas nós eramos fortes resistimos, mas voces não sobreviveram.
Hoje me pergunto valeu a pena tanto sofrimento?
Se tudo voces deixaram para atras não resistiram a vida, a todos "mis hermanos" : Mulenga, Teodoro, Tito Soares, Mazalu, Cap. Dinis, Boy Tony, Hino, Hino Muchacha, Gomelay, Magas, Vemba, Kota Bwe, e tantos outros onde quer que voces estejam olhem por nós os sobreviventes...
ALEMÃO
quinta-feira, 12 de junho de 2008

Luanda, Cidade da minha saudade, palco da minha infancia, a minha eterna namorada.
Nasci e cresci no meu muceque Marçal entre becos, ruas e ruelas tornei-me homem, na noite escura e chuvosa perdi a inocencia.
Em Luanda descobri o amor, o prazer e o pecado em tuas praias, qual peixe nadei e fui livre.
Luanda pura, inocente e bela eu conheci hoje destruiram tua identidade.
Luanda de ti me ausentei, mas de ti nunca me separei, pois a minha alma la deixei, no grito da peixeira, no sorriso inocente do canuco de rua, no gingar da mulata do BO.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
ainda
ainda resta a ultima musica
aquela que não ouvimos cantar
porque voces não o permitiram
resta-nos o ultimo sorriso
aquele que voces não nos deram
quando mas precisamos
resta-nos a ultima lagrima
aquela que teimosamente não caiu
quando voces nos torturaram
resta-nos a ultima estrada
aquela que não seguimos porque
voces não nos mostraram
resta-nos o ultimo poema
aquele que o povo não escreveu
para que voces não o censurasem
resta-nos o virar da ultima pagina
do livro que não lemos
porque voces não o publicaram
resta-nos o dia do julgamento
o julgamento do povo
quando este perder o medo
em que a muito voces o colocaram
sera a justiça por mãos proprias as mesmas
que a muito vos serve
então sera o renascer da dignidade
de um povo a merce dos vossos desejos
um povo vitima das forças repressoras
a vosso comando
sera o tempo de limpar o pais da podridão
em que voces o colocaram
sera o momento de contar a historia
a verdadeira não aquela que voces escreveram
a vosso favor
o povo se rebelará podem crer
não a corpo que resista.
aquela que não ouvimos cantar
porque voces não o permitiram
resta-nos o ultimo sorriso
aquele que voces não nos deram
quando mas precisamos
resta-nos a ultima lagrima
aquela que teimosamente não caiu
quando voces nos torturaram
resta-nos a ultima estrada
aquela que não seguimos porque
voces não nos mostraram
resta-nos o ultimo poema
aquele que o povo não escreveu
para que voces não o censurasem
resta-nos o virar da ultima pagina
do livro que não lemos
porque voces não o publicaram
resta-nos o dia do julgamento
o julgamento do povo
quando este perder o medo
em que a muito voces o colocaram
sera a justiça por mãos proprias as mesmas
que a muito vos serve
então sera o renascer da dignidade
de um povo a merce dos vossos desejos
um povo vitima das forças repressoras
a vosso comando
sera o tempo de limpar o pais da podridão
em que voces o colocaram
sera o momento de contar a historia
a verdadeira não aquela que voces escreveram
a vosso favor
o povo se rebelará podem crer
não a corpo que resista.
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